Lágrimas de Crocodilo

Sabe… eu não sei chorar. Isso mesmo. Que armadilha das exarcebações emocionais, ainda eu que sofro de uma doença emocional. Não posso barganhar aumento para o chefe e apelar para a chantagem emocional ou senão ganhar um colo de uma mulher bonita para afagar as lágrimas.

Não choro nem rapidinho, soluçado, tremidinho, cascata, daquelas que sai sujeira do nariz ou o tradicional. Eu posso estar angustiado, triste, revoltado, mas a minha carapaça de samurai hereditário não consegue conceber uma lágrima. Raramente eu choro. Tenho amigos de décadas que nunca me viram chorar. Chorei quando a minha mãe morreu. De resto… choro por dentro.

Gostaria de chorar de alegria. Deve ser gostoso, a lágrima da  vitória, da consagração. Espero que o oculto, o mistério, Deus e talvez quem sabe alguma religião possa me dar essa benção. Mas veja bem… prefiro não chorar do que dar rebento a lágrimas de crocodilo!

Obs: o babu é o único que me viu chorar duas vezes, o único.

7 Respostas to “Lágrimas de Crocodilo”

  1. milene Says:

    somos o oposto, entao.
    queria nao ter essa facilidade de chorar que me irrita. beijos

  2. issao Says:

    ow lindinha, legal que voce está deixando o seu “post” no meu blog. eu queria chorar um pouquinho mais.

  3. sandrarosamadalena Says:

    lágrima mole em pedra dura, tanto bate até que fura…

    Que bom que você está fazendo bom uso do blog…. To pensando em ver Tarsila no domingo, você já foi?

  4. issao Says:

    entao carol, estamos querendo ir no templo zulai, vamos ae? maiores informacoes com a sua irma que é a organizadora do evento.
    beijo

  5. Camila Says:

    ahhhh.. eu choro bastante… choro quando estou alegre, choro quando estou triste… minha prima entrando de noiva no sábado me emocionou e fez com que viessem lágrimas nos meus olhos…
    faz bem chorar! é melhor do que guardar, segurar…
    você se sente melhor…
    beijo meu amigo!

  6. Marina Says:

    Eu choro de todas aquelas formas que você descreveu e mais algumas. Choro por qualquer coisa, em qualquer lugar. Ainda bem que na maioria das vezes as lágrimas escorrem quando estou rindo. Acho que todo mundo que eu conheço já me viu chorar. Até um monte de estranhos já viram… já chorei na rua, no ônibus, no metrô e até na fila para ver a expo Brasil 500 (é que tinha acontecido uns lances e eu fiquei lá chorando esperando minha vez de entrar). Ah… sem falar os chororos sem motivo algum (a clássica TPM). Se isso é bom ou ruim eu não sei… só sei que não possuo controle nenhum sobre isso…

  7. Egon Zakuska Says:

    Quando comecei ler esse texto, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “tradição nipônica”. Talvez esteja equivocado, mas a passagem “minha carapaça de samurai hereditário não consegue conceber uma lágrima” deu uma confirmada. Enfim, cara, chorar é um ato fisiológico, acima de tudo – desencadeado, logicamente, pelo emocional. É um ato naturalmente humano, suprimido por questões culturais, ditâmes sociais. Eu choro sempre que preciso, já chorei muito nessa vida. Chorar é bom, não é clichê falar isso. Extravasa o que sentimos ou tencionamos; de uma certa forma nos liberta, nos perdoa e nos torna mais leves.

    Belíssimo texto, entre tantos outros belos!

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